Para muitos, este é o dia D. O tão esperado dia 1 na grande caminhada para o seu “pote”.
Não consegui deixar de comentar esta situação. Não o consegui deixar de fazer, após passar uma tarde a ouvir o que de bom a oposição ao Governo presta ao nosso país. O que é caricato aqui é que neste caso o dia 1, aconteceu no Local menos normal para isso. Neste caso o principal líder da oposição ao Governo em Portugal conseguiu primar pela diferença. Conseguiu disfarçar uma moção de censura num debate e numa votação a um P.E.C., que poderá ser adjectivado de tudo, mas principalmente de absolutamente necessário para os interesses nacionais, tal como ficou comprovado pela concordância dada pelas instituições Europeias. Tudo isto foi feito para não correr o risco de vir a surgir nos livros de história como o principal suspeito no arranjinho de uma crise política que em muito poderá vir a prejudicar os destinos de Portugal. Assim e como um típico inocente de bancada limitou-se a criticar o que não correu tão bem como era esperado inicialmente nos planos do actual Governo, sem que consiga apresentar então alternativas, o que seria logicamente de esperar num debate. Criticar todos o podemos fazer, mas se não temos conhecimento de causa, o mais certo é não argumentar o porquê ou não enunciar o que se poderia fazer em alternativa ao que está mal, para não incorrer em enunciar algum erro de cálculo no discurso, mas se temos o dever de estar a par das situações políticas e económicas (de salientar neste caso) não nos devemos ficar pelo simples protesto e negatividade face à ambição de desenvolvimento de quem possui essa competência. Mais do que ninguém, e para fazer jus ao nome que legitimamente suporta o P.S.D. como principal partido da oposição, este deveria ser um dos principais partidos a defender o seu voto, sendo importante a apresentação de outras hipóteses, outras alternativas, credíveis, tendo em vista só e apenas o desenvolvimento para o melhor de Portugal e dos Portugueses. Mas essa foi só uma das falhas que pude hoje presenciar no plenário da nossa Assembleia da Republica.
Ainda mais evidente e preocupante é a importância de quem está à frente dos destinos dos partidos de Direita portuguesa em “ir ao pote”, ou como quem diz, e fugindo à verdade de forma a preencher a sua permanente campanha populista, chegar e saciar a sua sede de poder que não ficou preenchida nas últimas eleições legislativas, nas quais o actual executivo foi empossado legitimamente e de forma perfeitamente normal, pelo voto dos Portugueses, pelo menos com maioria de votantes a exercer esse direito. Os portugueses têm assistido diariamente a jogos de poder, a promessas de lugares, ainda que dissimulados, a compromissos assumidos, sem existirem ainda condições de serem levados a cabo. Por tudo isso era inevitável a pressão de que de uma forma ou de outra esta jogada política viesse a surgir. Outra coisa, não seria de esperar da parte de qualquer um de nós. Enquanto alguns tentam ocultar as necessidades de austeridade nas finanças portuguesas, não o admitindo nas suas declarações, outros anunciam a vontade em fazer o contrário, em declarações tipicamente utópicas e populistas. É necessário que nos tempos de se seguem possamos ouvir a verdade sobre o que vai na mente de todos os que hoje se mostraram contra a tentativa de alcançar a estabilidade e o crescimento e não um claríssimo raciocínio deturpado da realidade Nacional.
E a esquerda política, que se desengane, pois também terá de ser culpabilizada pela quebra da luta pelo desenvolvimento português sem que tenha a mínima perspectiva de poder vir a contribuir de outra forma senão a actual, para o país.
Esperemos poder vir a assistir ainda a uma maior disponibilidade do nosso Presidente da Republica, quando o país precisa mais dele e não á sua passividade alegadamente por “redução de margem de manobra”, descurando nitidamente uma das situações na qual o país poderia naturalmente necessitar muito da sua intervenção. Mas com toda esta crise e possivelmente com as maiores adversidades e medidas de austeridade (inadiáveis) que poderão estar para vir a breve trecho (chamam-lhe F.M.I.), a vontade e o racionalismo do povo português não poderá ser subestimado. Há políticos que se destacam, uns pelo interesse colectivo chegando a colocá-lo acima do seu interesse próprio, com decisões impopulares mas racionais e importantes, e outros pelo seu interesse próprio e/ou sectário, que subsistem graças à sua sede de demagogia e necessidade de poder, venha ele da forma que vier. A História cá estará para os julgar, categorizar e responsabilizar pelas suas acertadas ou irresponsáveis decisões.
Portugal e os Portugueses primeiro!
Fábio Fernandes Pinto (Guarda)
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